20200219

Anotações

Por vezes lembro-me de um piano de dois pianos
            de quem parte e quem fica

De cantarmos
momentos de Liberdade
criativa


20180728

EgoGénero

As questões de género estão na ordem do dia. Assim pus-me para aqui a refletir (...) sobre o assunto e estava tentado a propôr que em português o masculino terminasse em O (meninO), feminino terminasse em A (meninA) e se crie o género neutro, uma letra algures a meio, como E (nomE). Mas de repente lembro-me do meu nome, Jaime, ou do nome Natividade... ou de se me levantar a questão de por que é que  FEMININO é uma palavra do género... masculino!!!! E é então que me dou conta de como é difícil comentar questões de género...

Poderíamos falar da língua alemã que tem género neutro. Mas de repente apercebo-me que Mädchen (rapariga) é de género neutro enquanto Junge (rapaz) é masculino!?!

Depois há outras coisas como  "quarto" que se em português é masculino em francês é... feminino!!! Porquê???

Terá a solidão tanto de feminino como o perdão de masculino?

Haverá explicação para tal diversidade??...

Vá... sintam-se livres para ensandecer em reflexões nas férias...

20171025

Egojuizos


Não queria de, como leigo na matéria, deixar passar esta oportunidade temporal para escrever um curto comentário sobre decisões e opiniões "lapidares" transcritas no acórdão do Tribunal da Relação do Porto (Processo n.° 355/15.2 GAFLG.P1 - Recurso penal) cujo relator foi o já famoso juiz desembargador Neto de Moura (ver extrato na imagem).

Passo a listas as minhas interrogações que perplexidade me causam:

Num Estado de Direito como podem ser aplicadas decisões que violam princípios constitucionais?
Não está a Constituição da República Portuguesa, lei fundamental (pelos menos os artigos 9.º h e 13.º 2), acima destas decisões para que tais acórdãos sejam considerados nulos, por indiciarem ilegalidades ou mesmo incitação à violência?
Além disso se adotamos para a legislação nacional a Carta Internacional dos Direitos Humanos, tais princípios ficam "esquecidos" (pelo menos os artigos 7.º e 12.º...) quando são juízes a tomar estas abjetas decisões?
Estarão a "voz" e a "escrita" deles (pior ainda: as suas reflexões teo(i)lógicas...), acima da Lei?

Haverá alguém que explique o porquê desta inoperância judicial?...
Fonte: DN, Portugal

20171017

Fogo no Ego, chuva no quintal...

Temos hábitos estranhos... reagimos em vez de nos precavermos e agirmos ante de catástrofes acontecerem.
Quatro meses de redes sociais e imprensa onde se discutem fogos, apenas depois de eles começarem... Por isso não falarei deles; falarei sim do que agora poderá aí vir.

Estão em extinção, graças à ajuda das chuvas, os fogos em curso;  há que pensar nas inundações que aí poderão vir.
A encosta florestal não irá reter com eficácia as águas pluviais, a pavimentação urbana aumenta todos os anos a impermeabilidade dos solos e, nesta altura 'esquecemo-nos' sempre, como comunidade, que há cursos de água, esgotos e sarjetas para limpar... Se tiver sapiência, continue lendo!
Há casas com caves e garagens em zonas de risco de inundação....
Já alguém se lembrou disso?...
Antes que venham aí novas catástrofes e que comecemos todos a desculpabilizarmo-nos, façamos os trabalhos de casa e EXIJAMOS ao poder local medidas de PREVENÇÃO nesta matéria!
Também compilei e adaptei algumas recomendações do Gabinete de Bombeiros e Protecção Civil de Tavira que poderão ser úteis (foi o melhor que encontrei.... de entre os mais simplificados).
Ajude e promova pelo menos as seguintes medidas:
  • limpeza de ribeiros e linhas de água, sumidouros e outros esgotos de águas pluviais e domésticos, principalmente junto a casas, pontes e outros potenciais estrangulamentos ao escoamento natural;
  • manutenção e desentupimento dos sistemas de drenagem urbana;
  • vigilância e detecção de ‘pontos críticos’ que possam afectar a vida da comunidade (como muros de suporte ou taludes que possam desmoronar, edifícios em risco de ruína, pontões que possam ficar submersos, árvores que possam quebrar.

Ponhamos a ANPC a fazer a promoção das boas práticas em comunicados à imprensa, para que se aposte em PREVENIR e não em remediar...
Nada o previa... e Albufeira há 2 anos ficou assim:

20170722

Egómetro político

Sempre que há um cartaz por detrás haverá sempre algo de propaganda. Vejamos o que este que publico nos diz embora concorde que estamos melhor, sem dúvida: ainda bem que a frente pafiana se desvanesse aos poucos. No entanto  gostaria de lançar algumas questões nos pontos 1, 4 e 5.

Ponto 1 - Os números do empregoa apresentar deveriam ser líquidos,  ou seja, dos 175 mil retirar os novos desempregados que entretanto surgiram; aí sim teríamos informação útil e não enviezada. Mas também será necessário contabilizar o que esses novos empregos perderam em salário real, face ao que auferiam há 10 ou 15 anos atrás...

Pontos 4 e 5 - Preocupa-me seriamente o nosso endividamento externo. O país continua a produzir menos do que aquilo que consome. Assim teremos, mais cedo ou mais tarde, uma morte inevitável.

Os portugueses, na sua grande maioria, continuam sem se preocuparem em consumir produtos nacionais ou com forte componente nacional, pois são esses produtos que contribuirão para a redução do défice externo, ou seja, para melhoria da riqueza nacional. Se deixássemos de importar produtos supérfluos, que em nada nos acrescentam (ex.: importação de literatura de cordel,  se deixássemos de promover e importar concertos, filmes, músicas, etc... de qualidade duvidosa, deixássemos de adquirir gadgets, bens alimentares, veículos, roupas que em nada melhoram a nossa vida, etc, etc,...) e passássemos todos nós a promover mais os produtos culturais ou perecíveis  nacionais, talvez melhorássemos um pouco.

Quando vou a alguma loja tenho sempre a preocupação de seguir os produtos de componentes nacionais (ean 560): prefiro legumes, frutas, carnes, enlatados, etc... de produção nacional e por aí fora. Como exemplo, chego ao 'ridículo' de raramente usar pastilhas elásticas por não encontrar de fabrico português ... apenas Gorila... ou de pedir aos funcionários das lojas para exibirem as etiquetas das caixas de produtos para eu verificar a sua origem. Infelizmente noutras situações não posso aplicar este princípio mas aí, nos que não podemos evitar deveríamos ter as nossas exportações a colmatar e compensar o saldo das contas com o défice. Deveríamos mesmo contar com os senhores deputados e governantes para melhorar esta eficiência para alavancar o país; mas infelizmente não posso... pois promovem os fatos/calçados italianos, os perfumes franceses, os carros alemães, as férias gregas ou espanholas, as marcas inglesas.... raramente vestem ou exibem marcas nacionais... e isso entristece-me.

Não sou nacionalista, apenas defendo o comércio de proximidade ou local e tento comprar o que faz melhorar o mundo mais próximo de mim.

E com isto termino:  enquanto houver défice externo NUNCA PODEREMOS ESTAR MELHOR. Isso será sempre ficção.

20170629

Egocêntrico? Não, obrigado!

A primeira incursão na literatura turca é-me conduzida por Orphan Pamuk (Nobel em 2006) em jeito de ensaio, ou melhor, num conjunto de conferências proferidas.
É certo que a visão é também um pouco um piscar de olhos para o ocidente mas, mesmo assim, descobrem-se umas migalhas da civilização a leste, já no oriente muçulmano.
O tema é o significado e a evolução do romance à luz da transformação que autores clássicos lhes foram impulsionando. E as perspetivas na tentativa de o moldar são muitas e inesgotáveis.
Nesta leitura a lembrança corria-me às vezes para o filme "Clube dos Poetas Mortos" (grande Robin Williams!) onde, no seu climax, proferem-se extratos de Walt Wittman
"O Captain! My Captain!"
por via de uma turma de alunos que trazem apenas a incerteza dos modelos propagados pelas teorias que tentam classificar a nossa criatividade.

Nesta coleção de textos de Pamuk, como se de conversas se tratasse, verifica-se que a liberdade de interpretar o que se lê é um ato que percorre livremente o espaço entre escritor e leitor, pois:
"A única coisa que está entre o escritor e o leitor é o texto do romance, como se este fosse uma espécie de tabuleiro de xadrez, divertindo-se ambos a jogar. Cada leitor vê o texto à sua maneira e procura o centro onde lhe apetecer" (p. 121)

20170322

Alcolemia europeia...

Numa época de nacionalismos e populismos, faltava-nos a pedra de toque das afirmações públicas:
"Ik kan niet mijn hele leven geld uitgeven aan drank en vrouwen om dan bij u mijn hand op te houden", in Frankfurter Allgemeine Zeitung;

Hoje, ao mesmo jornal, Dijsselbloem emenda a mão: "Ich bedauere, dass es als‚ 'Nord gegen Süd' aufgefasst wurde“, como se não entendêssemos o que queria mesmo dizer...

Para vermos melhor do grau de honestidade com que somos governados nas presidências europeias, leia-se uma entrada da wikipédia, devidamente documentada:
"Jeroen Dijsselbloem estudou economia agrícola, com foco em economia empresarial na Universidade de Wageningen (1985-1991). Terá realizado investigação na área da Economia Empresarial, no University College Cork, na República da Irlanda (1991), com o objectivo de obter um Mestrado, sem no entanto o concluir[4]. Apesar de não ter concluído os estudos deste curso de Mestrado, entre Novembro de 2013 e Abril de 2014, o grau de Mestre constou da sua biografia oficial, até o mesmo ser desmentido por parte do University College Cork e da National University of Ireland[4]."
Afinal... quem é que em 2013 andou nos copos?...

20170307

HashTag, ou a marca das palavras

Em março de 2016, Robby Smith publica um post intitulado "The Most Popular Words Used on Social Media".
É curioso observar a análise às palavras mais escritas nas redes sociais. Algo já esperado, não é?...
Ver em http://www.scienceofpeople.com/2016/03/behind-scenes-social-medias-popular-language/

20161111

Egoelections

Aparentemente, os "media" de massas deixaram-se do debate de ideias e passam os dias a vender a moral em manchetes de escândalos sobre vidas públicas e privadas. Rende bem mais!
Muitos 'opinionistas' consomem-nas e prolongam essa voracidade em tops de literatura de cordel, da pouca qua ainda se vai lendo...
E agora ficamos muito chocados com o desaire infligido pelo rubor do 'capitão américa' a jogar às escondidas com a oxidada estática 'estátua da liberdade'?...

20161015

D.A.M.A.: Deixa-me Aclarar-te a Mente, Amigo
e... às vezes "Só não consigo ler..."
Premiados em 2015 com:
  • MTV Europe Music Awards (Best Portuguese Act)
  • Sociedade Portuguesa de Autores, prémio José da Ponte

20161013

Laureātus

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Bob_Dylan
No dia em que parte o prémio Nobel Dario Fo que, em 1997, pediu desculpa a Saramago por lhe adiar em mais um ano o laureātus, a academia sueca surpreende de novo ao agraciar em 2016 Robert Allen Zimmerman, aliás... Bob Dylan.

Num tempo  de uma América refém de populismos que nos deixam um futuro de paz suspenso, apetece revisitar Masters of War.



20160923

EgoTerms

Quando o desenho dos caracteres assume importância na qualidade de leitura dos documentos e na preservação da qualidade da nossa visão, então há que ir mais além do que conhecer apenas o nome das fontes tipográgicas.

Citando Dan Heywoon, designer em Manchester (UK)
"I decided to create something that was more visually engaging, which would help new designers learn all the key typographic terms in an instant (cf.: revista NET (285) out, 2016, p. 50).
Como forma de agradecimento ao autor, partilho a sua cheatsheet animada onde nos explica visualmente a terminologia tipográfica.

Type Terms is the perfect tool for designers to learn the basics of typographic terminology. If you are new to typography or here to refresh your memory, then Type Terms is perfect for you. (via Supremo.tv).

20160921

Bloom's Digital Taxonomy Verbs For 21st Century Student

Algumas leituras para começo de ano letivo:
Bom ano letivo!

20160302

Tecgonologia

Não há forma de evitar? Então aprenda a orientar.

Alguns princípios para ajudar os seus filhos a partilhar momentos, seguros, nas redes sociais.

Leia mais em SeguraNet.

20160214

Namoro às redes sociais

As redes sociais não deixam de ser, verdadeiramente, mais uma tormenta para os pais dos nossos dias. Os seus filhos são assediados inúmeras vezes pela pressão plubicitária, pelo apelo constante ao seu uso nos programas televisivos (ou videovistos) que lhes são referência, ou, mesmo, pelo grupo de amigos reais que pressionam os jovens de hoje.

A minha sugestão passa por colocar os jovens com idade legal para usarem um determinado tipo de rede social (ex.: facebook) numa formação onde, pelo menos:
a) aprendam a conhecer o menu de definições dessa(s) rede(s) socia/l/is e a reconhecer a sua imprescindível importância;
b) saibam colocar todas as opções de cariz público em privado de onde devem partir para a criação do seu perfil na rede;
c) lhes seja evidenciado os perigos de terem as suas geolocalizações ativas;
d) demonstrar-lhes o que se pode decalcar e falsificar com o perfil e conteúdos publicados;
e) por último, confrontá-los perante situações de perdas de identidade reais.

Penso que sem uma verdadeira aprendizagem de controlo e apropriação dos conhecimentos sobre, pelo menos, estes fatores que enunciei de nada servirá falarmos destes riscos aos jovens de hoje porque, faz parte da adolescência, um certo tipo de egocentrismo e de crença sobre os superpoderes que se adquirem nessas idades perante o mundo que os rodeia...

Depois, deixem-nos viver fazendo as suas escolhas na consciência de coexistirem com os perigos que lhes atentam os caminhos.
JS160214

20150702

EgoBanco Central

Nem a o diretório Europeu pode vexar pelo poder monetário as democracias que são compromissos dos seus povos,
nem a Grécia pode evocar como direito ser a Mãe da Democracia.

O referendo de Domingo na Grécia é uma prova de que os povos, em democracia, devem contribuir para as decisões do seu futuro.

O eurogrupo não deve tomar decisões que ultrapassem a vontade dos cidadãos que direta ou indiretamente os colocam no centro do poder.

Apenas uma nota sobre o respeito de uns povos da Europa pelos outros: Por que chamam aos países do sul PIGS (Portugal, Itália, Grécia e ESpanha) e não outra sigla, como por exemplo PSIG (pela ordem de Oeste para Este) ou GISP (Este para Oeste). E porque foi tirada a França do sul?

Parece-me que daqui se denota já uma depreciação de certos países por outros e do esmagamento de umas culturas em detrimento de outras.

20150326

A clara escuridão

"[...] É o que eu faço quando o sono se recusa a vir. Deixo-me ficar deitado na cama e conto-me histórias.[...]"

Paul Auster (in: Homem na Escuridão, traduzido nas edições Asa, p.8), apelidado de mestre do "surrealismo real", conduz-nos assim para uma história de transposição dos locais de guerras reais para ficcionais, aquelas que moram dentro da consciência coletiva.
E é esse real que nos afronta e persegue há vários anos mergulhando-nos num hiperrealismo de contabilidades e défices de que pouco como cidadãos comuns entendemos. Dizem-nos que é economia de mercado (há quem lhe chame guerra); parece que de repente tudo se apagou: ficamos numa escuridão devastadora. De nada mais podemos saber como se mais nada exista para além da luz que 'ilumina' a ribalta do défice...
Por mim o verdadeiro défice está em tudo aquilo que não nos é dado a conhecer, nas histórias que podíamos criar e não nos são permitidas 'escrever'; por nada mais sobrar para além do tempo ocupado pelo lixo com que nos atulham os sentidos... Parecemos meros espetadores, fantoches nas mãos de comediantes stand up que nos manipulam os sorrisos para a brejeirice. E rimos para sermos socialmente aceites na caderneta de cromos que fazem parte destes tempos sem tempo dado à reflexão. E refletir para quê se não o sabemos escrever e, então, podermos olhar para uma parte da forma dos nossos pensamentos.

Também pela mão de uma "Morte sem mestre" ficamos a saber que:
"A escrita afasta concretamente o mundo. Não é o melhor método, mas é um. Os outros requerem uma energia espiritual que suspeita do próprio uso da escrita [...]"
(Herberto Helder, in: Photomaton & Vox)

Até onde, nos dias que nos dão a conhecer, seremos capazes de intercetar nos outros as nossas interpretações sobre a escuridão de ser.

20141230

Pá, lavras!

Palavras que vão preenchendo e engrossando que vou por aqui dizendo:
Que em 2015 se cuide da redefinição de privacidade quando falamos de redes sociais, de clouds ou dos cuidados de acesso a dados pessoais nas geringonças que se ligam à rede.

20141003

Egoverso

      Não...
      por aqui vou indo e ainda não morri!
      Apenas ando por muitos outros lados que
                                   não me têm permitido chegar ao tempo
    De aqui...

Vejo entretanto o uniVerso