Mostrar mensagens com a etiqueta artes e espectáculos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta artes e espectáculos. Mostrar todas as mensagens

20170629

Egocêntrico? Não, obrigado!

A primeira incursão na literatura turca é-me conduzida por Orphan Pamuk (Nobel em 2006) em jeito de ensaio, ou melhor num conjunto de conferências proferidas.
É certo que a visão é também um pouco uma vista para o ocidente mas mesmo assim descobrem-se umas migalhas da civilização a leste, já no oriente muçulmano.
O tema é o significado e a evolução do romance à luz da transformação que autores clássicos lhes foram impulsionando. E as perspetivas na tentativa de o moldar são muitas e inesgotáveis.
Nesta leitura a lembrança corria-me às vezes para o filme "Clube dos Poetas Mortos" (grande Robin Williams!) onde, no seu climax, proferem-se extratos de Walt Wittman
"O Captain! My Captain!"


por via de uma turma de alunos que trazem apenas a incerteza dos modelos propagados pelas teorias que tentam classificar a nossa criatividade.

Nesta coleção de textos de Pamuk, como se de conversas se tratasse, verifica-se que a liberdade de interpretar o que se lê é um ato que percorre livremente o espaço entre escritor e leitor, pois:
"A única coisa que está entre o escritor e o leitor é o texto do romance, como se este fosse uma espécie de tabuleiro de xadrez, divertindo-se ambos a jogar. Cada leitor vê o texto à sua maneira e procura o centro onde lhe apetecer" (p. 121)

20161013

Laureātus

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Bob_Dylan
No dia em que parte o prémio Nobel Dario Fo que, em 1997, pediu desculpa a Saramago por lhe adiar em mais um ano o laureātus, a academia sueca surpreende de novo ao agraciar em 2016 Robert Allen Zimmerman, aliás... Bob Dylan.

Num tempo  de uma América refém de populismos que nos deixam um futuro de paz suspenso, apetece revisitar Masters of War.




20110417

Mesmo no tempo do cinema mudo falava no tempo certo...

Mais de um século depois de ter nascido ainda é possível aprender com a simplicidade de Charlie Chaplin (n. 1889; m.1977). Até nas ideias que nos pode dar para combater a crise...
Volta sempre Charlot!

20100328

200 do Nascimento de Alexandre Herculano

Eis o enigma revelado:
Faz hoje 200 anos que nasceu Alexandre Herculano.
Só é enigma porque o esquecimento perdura...
Recordemos:
"[...]
És tu que eu via em sonhos, nesses anos
De inda puro sonhar
Em nuvem d’ouro e púrpura descendo
Co’as roupas a alvejar.
És tu, és tu ! que ao pôr do sol, na veiga,
Junto ao bosque fremente,
Me contavas mistérios, harmonias
Dos céus, do mar dormente.
[...]"
in: "A Graça"

Deixo esta pequena nota para relembrar ALEXANDRE HERCULANO, o grande Historiador, novelista e romancista que está na origem do romantismo em Portugal.

20080329

Praga no Teatro Aberto: fascinante!

Mais uma vez... Praga! Agora no Teatro Aberto, em Lisboa...
Não sei porquê mas Praga é uma cidade que me acompanha como se fosse a minha terra natal.
Fiquei fascinado em conhecê-la quando li o livro "A insustentável leveza do ser", de Milan Kundera, romance que se debruça sobre a primavera de Praga em 68 e suas consequências. Livro que, desde os anos 80 me marcou e tem marcado a minha vida.
Depois foi a ilustração do romance adaptado ao cinema por Philip Kaufman onde as interpretações de Day-Lewis e Juliette Binoche dão força a uma acção onde há, obviamente no campo onírico, alguma amputação de passagens do livro fantásticas, compensada com a colagem de imagens reais da intervenção russa na cidade do presidente Dubček.
Em 1997 faço, finalmente, a minha 'invasão' de Praga. Do alto do parque Latenské fiquei fascinado com a vista da cidade das mil torres com setas douradas, deixando escorregar por elas a neve de dezembro.

Finalmente... o Teatro Aberto!

Rock'n'roll é a peça em cena, meses de Março a Junho. Escrita por Tom Stoppard, checo de origem, é um fascinante contágio musical com a Primavera de Praga como pano de fundo. Indescritível! A música envolve-nos com as recordações dos últimos 40 anos de música. Ouvimos desde Syd Barret, Bob Dylan, Pynk Floyd até aos Beach Boys, terminando tudo numa apoteose de Rolling Stones que nos dá vontade de fazer uma invasão do palco e cometer a loucura de abraçar os actores fantásticos que nos envolvem naquela sala azul não menos fantástica.

Querem um conselho? Vão ver, mas vão mesmo! Levem um bloco para apontarem as músicas que vos vão prender. No final, emocionem-se e tenham a coragem de invadir o palco com as vossas emoções...

20080119

EgosSossego

"Ah, compreendo! O patrão Vasques é a Vida. A Vida, monótona e necessária, mandante e desconhecida. Este homem banal representa a banalidade da Vida. Ele é tudo para mim, por fora, porque a Vida é tudo para mim por fora."

Trecho da obra "O livro do desassossego"; Bernardo Soares; alias, Fernando Pessoa

Há textos que merecem ser revisitados. E, na Comuna - Teatro de Pesquisa, podem revisitar "do desassossego" adaptado por Carlos Paulo e encenado por João Mota. Verão que não se arrependem. Até Março/2008.