Mostrar mensagens com a etiqueta cidadania. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cidadania. Mostrar todas as mensagens

20150702

EgoBanco Central

Nem a o diretório Europeu pode vexar pelo poder monetário as democracias que são compromissos dos seus povos,
nem a Grécia pode evocar como direito ser a Mãe da Democracia.

O referendo de Domingo na Grécia é uma prova de que os povos, em democracia, devem contribuir para as decisões do seu futuro.

O eurogrupo não deve tomar decisões que ultrapassem a vontade dos cidadãos que direta ou indiretamente os colocam no centro do poder.

Apenas uma nota sobre o respeito de uns povos da Europa pelos outros: Por que chamam aos países do sul PIGS (Portugal, Itália, Grécia e ESpanha) e não outra sigla, como por exemplo PSIG (pela ordem de Oeste para Este) ou GISP (Este para Oeste). E porque foi tirada a França do sul?

Parece-me que daqui se denota já uma depreciação de certos países por outros e do esmagamento de umas culturas em detrimento de outras.

20130715

Egospionagem

Não se percebe por que é que a Europa (pelo menos aquela que agora tem 28 Estados) continua tão dependente dos Estados Unidos em matéria de cibercomunicação. Por que não há email ou messengers europeus? Por que continuamos dependentes de contas hotmail, live, outlook, gmail; skype, hangout; google, bing, e etc... Pelo menos se a Europa a 28 tivesse serviços equivalentes para os europeus teríamos 28 estados a autorregularem-se entre si e a não permitirem abusos de verdadeiros Big Brothers da atualidade.
Aos poucos até  George Orwell, que escreveu 1984 em... 1948!) vai ficando no passado...

Seria bom termos a capacidade de fazer um apagão ao uso cibernético de meios norte-americanos, pelo menos temporariamente...

Depois de Snowden (wikileaks parece ter-se tornado uma brincadeira...)  revelar o princípio do fim da liberdade que mais haverá por conhecer: a vigilância satélite em tempo real de todo o planeta? O seguimento e monitorização de cada um de nós, como vemos em filmes? Não tenho qualquer dúvida disso.

Em tempo de crise de identidade será justo pedir MAIS EUROPA?
Ler mais:
http://www.publico.pt/mundo/noticia/documentos-de-snowden-podem-criar-o-pior-pesadelo-na-historia-dos-eua-1600187
http://expresso.sapo.pt/expresso-ja-tinha-revelado-espionagem-dos-eua-a-europa=f817262#ixzz2Z9muH675

20130519

E(r)goPoupança

A todos os que se debatem com falta de recursos económicos, na ligação que segue depois do parágrafo vai um texto com algumas razões e uma solução para poupar em software, sem piratear!
http://br-linux.org/2013/livro-diagramado-com-libreoffice-e-ghostscript/


A autoria é da Universidade Federal de Pernambuco (Brasil) e intitula-se "Projeto Didático para a construção de documentários: Uma possibilidade de experiência popular em escolas públicas – Licenciado para livre distribuição segundo a Creative Commons".

Em tempos de poupança seria um exemplo a seguir (pelo menos) nas escolas públicas portuguesas...

Este é um exemplo prático, sem retóricas, que se materializa num livro eletrónico(e-book), grátis (!), colocado à disposição de todos nós.

20120916

Carta aberta à Sr.ª Presidente do Parlamento


Sr.ª Presidente,
ontem fui um dos pacíficos manifestantes frente à Assembleia da Replública, frente à casa de todos nós, povo de Portugal, que V.Ex.ª representa por mandato presidencial que indiretamente o povo lhe concedeu.
Perante tal manifestação onde havia famílias inteiras e pessoas de mobilidade reduzida, onde praticamente todos acatamos ordens policiais, fiquei muito magoado, senão mesmo indignado, porque v. Ex.ª não se dignou aparecer na varanda do palácio para dar um sinal de esperança ao povo.

Srª Presidente,
de que têm medo os políticos? Da confrontação popular? Ou da perda das regalias que teimam em não largar perante um povo que se sente amordaçado e depauperado pela elite política?

Cumprimenta respeitosamente,
Jaime Santos

20120220

Isenção?... Independência?....

É estranho como funciona o nosso país...
Olhamos para a reportagem sobre E. Catroga (jornal Público - P2, Seg.feira, 20/2) e vemos um trabalhador que se adaptou aos tempos, governos... e até soube sair da ribalta quando jáse sentia um cheirinho ao cargo EDP.
No entanto o curioso nesta história é a ajuda dum 'amigo': João Dotti.
Veja-se só: quando (é o artigo que o diz...) Dotti teve dificuldades na vida, Catroga, na FISIPE, sugere que alugue a casa de família pois a FISIPE emprestar-lhe-ia uma casa para viver. Ainda hoje (30 anos depois...) mora nessa casa! E tal é considerado um grau de independência de Catroga!!
Será que não houve outros trabalhadores em dificuldades para Catroga ajudar?
Por que teria Catroga ajudado este amigo?
Dotti é CEO da FISIPE... haverá aqui matéria para um furo jornalístico?
Será Catroga pessoa justa e independente?

Eis o esturro de Portugal.

20110417

Mesmo no tempo do cinema mudo falava no tempo certo...

Mais de um século depois de ter nascido ainda é possível aprender com a simplicidade de Charlie Chaplin (n. 1889; m.1977). Até nas ideias que nos pode dar para combater a crise...
Volta sempre Charlot!

20100608

Arredado dos dias que parece que passam

O quê?
Mesmo depois de tanto tempo da minha ausência por aqui o país ainda fala do mesmo? Fala-se do rating, do défice, dos "bruxelentos" Comissários que sabem mais de Portugal que os portugueses, do IRS, do IVA do VAI e VÊM da bolsa, do voto e do veto. De repente os assuntos esfumam-se na fumaça da dívida pública e parece que nada mais acontece.
Nada melhorará na economia se não houver tempo de repouso, de reflexão. Aumentar a produtividade é, também, encontrar tempo para repensar práticas, mudar hábitos e rotinas. E para tal, colocarmo-nos com um olhar de fora para dentro de nós.
Quebre-se o enguiço! Melhore-se a economia falando-se de férias, de verão, de descontracção.
Mesmo com o Sr. Presidente a dicotomizar tipologias de férias com o Ministro da Economia (que triste episódio... se se defendesse o produto nacional em todas as frentes, ainda teria o meu voto...).
Sim, melhore-se assim para renovarmos a criatividade!

Vamos por o país total de férias? Deixemos cá os governantes a resolver os buracos que foram cavando e cavemos nós para fora de tudo isto.
Veremos que voltaremos com outra anímica. E nem de vuvuzelas precisaremos para exortar a felicidade.

VAMOS POR A LÍNGUA DE FORA À CRISE!
Preparemos a partida para a aventura de verão! Façam-se férias cá dentro ou lá fora da razão.

20091101

EgoTaxas Multibanco

Como? Será que ouvi bem?
Cobrar uma taxa ao consumidor pelo uso do cartão multibanco?... Só se estiverem a brincar!

Justifico a minha indignação com três, e apenas três, modificações que o Multibanco introduz na sociedade:
a) aumenta o desemprego (menos empregados nos bancos e muitos outros serviços...)
b) aumenta as vendas nos estabelecimentos (hoje pouco se compra em lojas sem Multibanco...)
c) aumenta  a produtividade nas empresas  (veja-se o tempo de demora no troco de um pagamento em dinheiro...).

Só por estas 3 razões que favorecem as empresas  já vale bem a pena não aceitarmos comissões debitadas ao cliente! Agora essas empresas que reclamem junto dos bancos!
Nestas alturas pergunto: Onde anda a DECO e todas as associações de defesa do consumidor? No dia em que esta lei entra em vigor a DECO nem se digna anunciar ou esclarecer esta medida na sua página web...

Por mim, procurarei lojas que não taxem este serviço ou lojas sem Multibanco.

É nestas alturas que se percebe onde está a força da cidadania... Será que em Portugal essa força conta?... 
Ainda tenho esperança que sim.

20071001

Egoleituras

Há histórias pequenas, que passam pelas nossas cidades, que merecem ser contadas. Hoje passou-se comigo uma delas.

Hora de ponta, metropolitano de Lisboa. Um senhor "bem aparentado" lê um jornal gratuito.
Coisa boa esta de termos jornais gratuitos que nos informam pela manhã...


Quando resolve sair, resolve deixar o 'lixo' publicitário sobre o banco onde se sentava...
Pego eu então no lixo e dirijo-me ao senhor, 'bem aparentado' (!) e digo-lhe:
- Desculpe, o senhor 'esqueceu-se' desta parte do jornal...
Ao que ele responde:
- Ah, eu não quero isso...
Enfim, lá tive que fazer aquela parte desagradável em que toda a gente fica a olhar para a situação:
- Não quer mas vai ter que levar - enquanto lhe entalo o folheto no braço... - pois os outros não têm que transportar o seu lixo!

Eis um bom exemplo em como os descuidados transformam um jornal gratuito num pedaço de lixo que nos incomoda por todos os bancos dos transportes das cidades que habitamos.

20070515

Feridas que teimam ficar...

(...)
Hoje
sei apenas gostar
duma nesga de terra
debruada de mar.

Miguel Torga

(A todas as crianças desaparecidas)

20070121

O Referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG)

Embora seja contra o aborto, por princípio sou completamente A FAVOR da DESPENALIZAÇÃO da IVG. O meu voto a 11 de Fevereiro é no SIM.

1. A consciência moral:
Cada qual terá a sua e penso não dever julgar os outros pelos actos que praticam sem conhecer as causas e os dramas das suas vidas. Um NÃO no referendo penalizará a legalidade e atira para a clandestinidade quem pensa na IVG como a melhor solução para a sua vida. Quem não tem dinheiro sofrerá duplamente, pois, além de ter que passar por um trauma irreparável, porá em risco a sua própria vida. Quem tem dinheiro fará, com fuga ao fisco, a sua IVG nas melhores condições. Um SIM, colocará todos os cidadãos por igual perante a lei versus saúde pública.

2. A consciência cristã:
Para quem for cristão a questão do referendo não se coloca. Se não concorda, não pratica! Mas, como refere a bíblia em várias ocasiões, não deve julgar os outros. Não foi essa a mensagem de Cristo para quem apedrejava Maria de Madalena? Por isso, os senhores Padres tenham tento na língua nas homilias pois, ao falarem descuidadamente em nome de Deus podem estar a blasfemar...

3. A questão económica:
Dizem por aí alguns dos movimentos NÃO que vamos todos pagar a IVG! Mas não pagaremos também nesta lei que ainda temos? Vejamos: quanto custa o tempo de prisão de uma mulher e dos agentes que colaboram numa IVG? E, depois, quando as coisas correm mal, quanto custa a recuperação da saúde de quem fez um aborto (aqui chamo-lhe mesmo aborto intencionalmente...)?

Conclusão:
A quem vota não, que o faça em consciência, sem hipocrisias, por princípio e sem qualquer tipo de medo;
a quem vota sim, que vejam na IVG a prática resultante de uma solução difícil de ultimíssimo recurso, depois de tentadas todas as outras vias, incluindo a hipótese de entrega de uma criança a uma família que a possa acolher.