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20170629

Egocêntrico? Não, obrigado!

A primeira incursão na literatura turca é-me conduzida por Orphan Pamuk (Nobel em 2006) em jeito de ensaio, ou melhor num conjunto de conferências proferidas.
É certo que a visão é também um pouco uma vista para o ocidente mas mesmo assim descobrem-se umas migalhas da civilização a leste, já no oriente muçulmano.
O tema é o significado e a evolução do romance à luz da transformação que autores clássicos lhes foram impulsionando. E as perspetivas na tentativa de o moldar são muitas e inesgotáveis.
Nesta leitura a lembrança corria-me às vezes para o filme "Clube dos Poetas Mortos" (grande Robin Williams!) onde, no seu climax, proferem-se extratos de Walt Wittman
"O Captain! My Captain!"


por via de uma turma de alunos que trazem apenas a incerteza dos modelos propagados pelas teorias que tentam classificar a nossa criatividade.

Nesta coleção de textos de Pamuk, como se de conversas se tratasse, verifica-se que a liberdade de interpretar o que se lê é um ato que percorre livremente o espaço entre escritor e leitor, pois:
"A única coisa que está entre o escritor e o leitor é o texto do romance, como se este fosse uma espécie de tabuleiro de xadrez, divertindo-se ambos a jogar. Cada leitor vê o texto à sua maneira e procura o centro onde lhe apetecer" (p. 121)

20170307

HashTag, ou a marca das palavras

Em março de 2016, Robby Smith publica um post intitulado "The Most Popular Words Used on Social Media".
É curioso observar a análise às palavras mais escritas nas redes sociais. Algo já esperado, não é?...
Ver em http://www.scienceofpeople.com/2016/03/behind-scenes-social-medias-popular-language/

20160921

Bloom's Digital Taxonomy Verbs For 21st Century Student

Algumas leituras para começo de ano letivo:
Bom ano letivo!

20160214

Namoro às redes sociais

As redes sociais não deixam de ser, verdadeiramente, mais uma tormenta para os pais dos nossos dias. Os seus filhos são assediados inúmeras vezes pela pressão plubicitária, pelo apelo constante ao seu uso nos programas televisivos (ou videovistos) que lhes são referência, ou, mesmo, pelo grupo de amigos reais que pressionam os jovens de hoje.

A minha sugestão passa por colocar os jovens com idade legal para usarem um determinado tipo de rede social (ex.: facebook) numa formação onde, pelo menos:
a) aprendam a conhecer o menu de definições dessa(s) rede(s) socia/l/is e a reconhecer a sua imprescindível importância;
b) saibam colocar todas as opções de cariz público em privado de onde devem partir para a criação do seu perfil na rede;
c) lhes seja evidenciado os perigos de terem as suas geolocalizações ativas;
d) demonstrar-lhes o que se pode decalcar e falsificar com o perfil e conteúdos publicados;
e) por último, confrontá-los perante situações de perdas de identidade reais.

Penso que sem uma verdadeira aprendizagem de controlo e apropriação dos conhecimentos sobre, pelo menos, estes fatores que enunciei de nada servirá falarmos destes riscos aos jovens de hoje porque, faz parte da adolescência, um certo tipo de egocentrismo e de crença sobre os superpoderes que se adquirem nessas idades perante o mundo que os rodeia...

Depois, deixem-nos viver fazendo as suas escolhas na consciência de coexistirem com os perigos que lhes atentam os caminhos.
JS160214

20100318

Um dia... eu era o passado...

Faltam 10 dias:
Porque o nosso passado
é o único património que nos lega
uma identidade.

Vamos estar atentos ao dia 28 de Março...

Em AH... há os enigmas...
há para lá de lendas, mouros, bobos e lidadores.

20070912

EgoEscolas

Arranca hoje o ano escolar e a propaganda aí está:
  • Do governo, mostrando o que lhes interessa do plano tecnológico e dos custos que algumas estratégias vão trazer ao orçamento geral do estado sem que o retorno seja líquido para a sociedade portuguesa (lucros chorudos para empresas que nem sequer portuguesas são na sua maioria...);
  • Da oposição que continua 'ladrando e berrando', sem estratégias definidas e transformadas em mais valias devidamente fundamentadas;
  • Dos sindicatos de professores que olham mais para as carreiras mesmo que muitos dos seus associados pouco façam para demonstrar que esta classe social deve estar na linha da frente do conhecimento para servir de motor de qualidade aos avanços da sociedade, e nada serve de desculpa para não o conseguir ser;
  • Das associações de pais que estão mais interessadas em colocar cadeados nas escolas do que em apresentar propostas devidamente enquadradas numa sociedade que necessita cada vez mais de partilhar ideias e vontades para bem dos seus filhos, utentes das escolas.
Por mim, cá estou, sempre disponível, de forma disciplinada, para quando os meus alunos precisarem de mim; sempre que os meus alunos demonstrarem vontade efectiva de aprender, transformar e de respeitar a sociedade em que se inserem.

Afinal, se passo uma vida inteira de trabalho na escola é porque tenho sempre muito que aprender e muito para partilhar ao longo da minha vida.

Bom ano lectivo a todos!

20061004

EgoDiplomas

45 Estados aderiram e estão a adequar os seus cursos superiores ao formato acordado no Processo de Bolonha. Essa etapa terminará em 2010.
Os cursos organizar-se-ão em 3 ciclos de estudos.

Em 44 desses países chama-se ao 1º Ciclo BACHARELATO. Adivinhem qual é o Estado que resolveu chamar outro nome? Exacto: Portugal, únicos no disparate! Portugal vai chamar ao 1º Ciclo LICENCIATURA que terá equivalência nos outros Estados a BACHARELATO.

Não será isto uma fraude e mesmo publicidade enganosa? Por que razão nos achamos 'melhores' no disparate?

Sr Ministro Mariana Gago, corrija por favor esta situação enquanto vamos a tempo. É que nas escolas superiores já se diz aos alunos que as licenciaturas vão passar de 4 para 3 anos! No nome sim, mas na taxa de esforço não!

Verifique na www.WIKIPEDIA.org o que se diz sobre PROCESSO DE BOLONHA.
Verifique aqui em Portugal a informação oficial.